De volta à Inquisição 16/03/2009
Posted by admivan in atualidades.Tags: morte, olhos, filha, bruxas, bispo, estupro, menina, 9 anos, gêmeos, queimar, progredir, medicina, morrer, vida, grávida, gravidez, desesperados, inocentes, viva, padastro, padre, olinda, arcebispo, pernanbuco, recife
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Vamos matar as bruxas. Bruxas essas que salvam vidas de meninas estupradas de 9 anos, grávidas de gêmeos; Vamos queimá-las pois estas pessoas não deixaram que o curso natural da vida matasse três pessoas. Modificaram o destino e deixaram que apenas duas morressem. Isso é inadmissível. Se era pra morrer 3 pessoas, que deixem as 3 morrerem.
Arrgh!
As declarações daquele bispo ainda ecoam na minha cabeça. Parece que estamos voltando no tempo ao invés de progredir. O que ele sabe sobre medicina?
Decerto aquele homem não sabe o que é ser estuprado. Talvez se ele tivesse uma filha, e esta tivesse correndo risco de morrer, ele apoiaria qualquer coisa para que esta menina continuasse com vida.
Soube que a menina nem ao menos sabia que estava grávida. Imagina o trauma quando ela descobrisse. Acredito que não seria o bispo a contar a ela e ver os olhinhos desesperados buscarem ajuda em quem não pode oferecer. Acredito que as leis de Deus preservem a vida. Não somente a vida dos gêmeos que não nasceram, mas também da menina.
Os dois que viriam são totalmente inocentes, concordo, mas a garota viva é tão inocente quanto. Pergunto? Ela merece morrer? Não! Ela merece passar pelo sofrimento de ter 2 filhos com nove anos? Não! Ela merece ter alguma sequela permanente por causa do erro dos outros? Não!
E ainda tem a cara de pau de dizer que o crime de aborto é mais grave que o crime de estupro.Vai ver o bispo acha que estuprar não é um crime tão ruim. Afinal, tantos padres fazem o mesmo. O que ele não percebe, entretanto, é que nesse caso, o aborto não foi para tirar duas vidas, mas para salvar outras. A menina poderia se tornar estéril se desse à luz os gêmeos. Os médicos excomungados salvaram não só a vida da menina, mas dos futuros filhos mais bem quistos que com certeza virão.
O arcebispo de Olinda fez com que a confiança na Igreja se tornasse menor do que já era. A Igreja deveria ser algo em que as pessoas se apóiam, buscam carinho, buscam alegria, tranquilidade e fé. Mas os escândalos são tantos que as mães estão tirando os filhos da catequese por medo de estupro. A Igreja, com atitudes como essa, perde a sua moral perante a sociedade e sucumbe, aos poucos, em seus próprios erros.
Já não sei mais o que esperar desse mundo. Do jeito que as coisas estão, eu espero qualquer coisa.

Oi Ivan!
Bom, eu prefiro não dar meus comentários, acho que os Bispo e Todas as pesssoas que foram contra ele tbm, todos os que opinaram… FAlaram algo que eu gostaria de falar.
Não saberia o que fazer numa situação dessa.
Quer dizer, de um lado eu tenho meus princípios cristãos e do outro lado eu tenho a vida da minha filha que corre risco de morrer.
A verdade é que só passando pela situação pra saber mesmo.
Não posso dizer: eu faria a mesma coisa que os pais dela ou eu não faria…
FAlar é fácil, mas quando chega na hora.
Bom, de qualquer forma é ótimo quando se tem uma opinião à qual defender.
Então, o que eu acho é que o estrupador tinha que ser estrupado, esfaqueado, mandado pra UTI (ele não pode morrer hein, já que matar é contra os meus princípios tbm… kkkkkkkkkkk) então quando ele ficasse bom o suficiente pra sentir mais dor sem morrer eu arranjaria outras coisas bem doloridas pra fazer com ele.
Enquanto a menina… Ela passou por dois traumas terríveis: estrupo e aborto.
Espero com todo coração que ela cresça sem nenhuma sequela pisicológica.
Eu só acho que isso podia ter sido evitado. Sério.. toda essa situação e talz… Mas, fazer o que né… aconteceu e as consequencias estão aí.
Ótimo post! Você teve coragem de falar o que eu ainda não tive.
Se puder, dá uma olhadinha num texto que escrevi sobre as mulheres, no meu blog. Fala um pouco disso.
Abraços!
A Igreja Catolica deve pagar pelos crimes que cometerão, o mesmo que o Brasil esta fazendo com as pessoas que foram mortos na Ditadura Militar.