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Felicidade nos relacionamentos e a guerra entre os sexos 17/09/2009

Posted by admivan in artigos.
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ATENÇÃO: TODOS OS DADOS DE PORCENTAGEM DESCRITAS NESSE TEXTO SÃO FICTÍCIOS, UTILIZADOS APENAS PARA ILUSTRAR O CONTEÚDO DO MESMO.

 

Não é incomum vermos, ainda hoje, a velha guerra dos sexos.

Quem é melhor? Homens ou mulheres?

Esse tipo de discussão chega, as vezes, a ser ridículo. Ridículo mesmo. Especialmente quando chegam os pesquisadores, especialistas, pessoas sem mais o que fazer, e apresentam dados que dizem que mulher são 80% mais isso, que homens são 40% mais aquilo, que as mulheres fazem 10% menos alguma coisa e que homens fazem 30% coisas de um jeito diferente.

Qual a finalidade disso?

Para as mulheres que gostam de música mais agressiva, vai fazer diferença ouvir que “homens gostam de música pesada e mulheres de música leve”?

Para os homens que possuem a sensibilidade para compor uma canção ou pintar um quadro fantástico, escrever uma poesia ou mesmo dizer as coisas certas na hora certa, vai fazer alguma diferença ouvir que “mulheres são sensíveis e homens são insensíveis”.

A verdade é que no mundo de hoje não dá pra definir um padrão baseado nisso, nós conquistamos a igualdade sim[nós, homens e mulheres, porque os homens também conquistaram muitas coisas, em geral ignoradas, que antes apenas mulheres faziam]… mas, olha que loucura, um mundo sem padrão é muito mais difícil de controlar.

Então o que acontece: a todo momento somos bombardeados com modelos do que devemos ser. É uma insana tentativa de padronizar as nossas atitudes, para que seja mais fácil nos controlar.

Aí vem uma mulherzinha ridícula falando que as mulheres só serão felizes se adestrarem os seus maridos, como cachorros.

Bom, eu não sei quanto a vocês, mas se eu quisesse uma cachorra pra brincar comigo, eu compraria uma. Em um relacionamento, nós [homens ou mulheres] não procuramos alguém pra nos obedecer e nos servir em troca de “migalhas de carinho”, nós procuramos pessoas que possam conversar conosco de igual pra igual, que possam compartilhar os nossos sonhos, compartilhar nossos momentos felizes e/ou tristes, que nos tenha confiança e respeito.

Isso sim é um relacionamento entre dois seres humanos.

Pode parecer que a crítica a esta “técnica milagrosa para a felicidade feminina” seja apenas porque eu sou homem, mas não é.

 Repito, eu não gostaria de viver com alguém que depende de mim pra tudo, que só faz as coisas que eu mando, que só faz as coisas que eu quero, que faz tudo girar em torno de mim, que me pergunta se pode beber água ou ir ao banheiro, que levanta a mão pra pedir pra falar, alguém que se magoa com as minhas atitudes mas volta como se nada tivesse acontecido… no início pode até ser bom, mas depois se torna um saco. Imagina passar 30 anos com uma pessoa que não faz nada por si só. Nós [homens e mulheres] queremos pessoas que nos ajudem a crescer, que argumente conosco, que seja sincero, que saiba ouvir e sabe conversar. Alguém que tem opinião própria e que sabe argumentar sobre ela, e não simplesmente aceita o que lhe é mandado.

Mulheres e Homens não têm que querer estar a frente ou atras do outro. Devem querer estar ao lado. Porque só estando juntos e lado a lado é que eles AMBOS serão felizes.

RESPEITO E CONFIANÇA trazem muito mais felicidade do que DEPENDENCIA E SUBMISSÃO.

Eu terminaria com um “Viva a igualdade entre os sexos”, mas isso é muito desnecessário. Já somos iguais. Então pensei em algo novo:

VIVA OS RELACIONAMENTOS BILATERAIS!!!!

Mamonas Assasinas: Ferrenhos críticos ao capitalismo 17/04/2009

Posted by admivan in artigos, Música.
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cd-mamonas

Há quem diga que eles não passavam de moleques cantando músicas sem sentido. Quem diz isso, é claro, não prestava atenção em suas letras satíricas, sarcásticas e cheias de críticas e alusões ao absurdo empregado pelo sistema capitalista.

Cito aqui uma das músicas que pode gerar muitas controvérsias. Para os simples observadores, não passa de uma música sem muito sentido lógico, mas para que realmente presta atenção, tem muito a dizer em suas entrelinhas.

Com um letra simples, a música Sabão Crá Crá simplesmente esbofeteia os adeptos do capitalismo selvagem. Pode não parecer, mas esta música conta uma história de um mercado cada vez mais competitivo.

Começamos com uma alusão clara a uma propaganda: Sabão Cra Cra, não deixa os cabelos do saco enrolar.

Percebendo a grande jogada de marketing do Sabão Cra cra, a sua concorrente, Sabão Cre Cre, decide fazer o mesmo, imitando a forma simples e apelativa de propaganda: Sabão cre cre, não deixa os cabelos do saco de pé.

A cada propaganda, os concorrentes vão se tornando mais apelativos. O Sabão Cri Cri, percebendo a perda de market share, decidiu se render aos encantos da simples propaganda feita pelas demais, e lançou a sua: Sabão Cri Cri, não deixa os cabelos do saco caír.

Desesperado, Sabão cro cro contrata os maiores especialistas em Publicidade e lançam a sua melhor cartada: Sabão cro cro, não deixa os cabelos do saco da nó.

Contra isso, seria quase impossível concorrer, uma vez que estavam chegando ao auge do “apelativo”. Contudo, o Sabão Cru Cru investiu milhares de dolares em uma propaganda, que mantinha-se no padrão das demais, mas inovava acrescentando uma musicalidade diferente que cairia, mais tarde, na boca do povo e seria para sempre lembrada. Sabão cru cru, não deixa os cabelos do sacUUUUUUUU… Enrola com os do cu!

Isso mostra o quanto Dinho e seus companheiros eram conhecedores do fervoroso sistema, que exige propagandas apelativas e que tocam nos problemas mais íntimos e humilhante de cada pessoa.

🙂

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admivan

Cotas: Atestado de inferioridade 12/02/2009

Posted by admivan in artigos.
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contra-cotas-2Saiu terça-feira o resultado do vestibular da Universidade Federal de Goiás. E mais uma vez fiquei indignado com o resultado que o sistema de cotas trouxe. Ainda não consigo entender como uma medida que causa tanta exclusão continue a existir. O mais absurdo, porém, não é isso, mas ver a quantidade de pessoas que apóiam isso. É o mesmo que assinar um atestado de inferioridade.
No decorrer da minha vida, conheci vários negros inteligentíssimos que estudavam junto comigo em escolas particulares. Essas pessoas não precisam de cotas para entrar numa universidade. Em um país como o Brasil, não há diferença entre negros, brancos, amarelos, vermelhos e coloridos, somos todos iguais e temos capacidades iguais.
Li no jornal o depoimento de um representante de algum órgão defensor dos negros, ele disse que as cotas eram o mínimo que os brancos poderiam fazer para compensar anos de opressão, que os negros têm menos condições de estudo e que a faculdade é um direito de todos. Ele se esquece, porém, que a entrada em uma faculdade deveria ser justa. Quem obtiver a média, entra. Se forem todos negros ou se forem todos brancos, não importa, essas pessoas fizeram por merecer.
Não vou me impressionar se daqui a alguns tempos começarem a surgir grupos radicais de extermínio racial, como KKK ou Skinheads. Se o branco e o negro pobres sempre tiveram as mesmas condições deploráveis de ensino, por que somente o negro tem ajuda para entrar na faculdade? Outra ponto é que, o índice de evasão de estudantes cotistas é altíssimo, porque eles entram facilmente, mas não conseguem se manter. Não é nem preciso dizer o porque.
Na própria UFG, alguns cursos tiveram a pontuação de corte para negros, maior que a da universal, ou seja, os negros que entraram por cotas fizeram pontuação suficiente para passar sem cotas, ou seja, ELES NÃO PRECISAM DE COTAS. Será que isso não está claro? Negros têm tanta capacidade de entrar numa universidade quanto os brancos, eles não precisam de uma “ajudinha extra” para conseguir.
Utilizando a mesma idéia da “dívida racial”, poderíamos fazer piscinas menores para os nadadores negros, pistas de corrida com trajeto mais fácil para pilotos negros e, nos concursos de beleza, as competidoras negras começariam com mais votos que as demais, afinal, como disse aquele representante, todos têm o direito de vencer uma prova de natação, de corrida ou um concurso de beleza. Talvez só utilizando exemplos é que fica nítido o absurdo de tais afirmações.
Há inúmeras formas de se mostrar o quanto as cotas raciais geram exclusão racial e, descaradamente, duvída da capacidade dos negros de passarem em uma universidade pública, mas nem é necessário especificar todas. Qualquer pessoa com um pouco de raciocínio lógico sabe que tapar o sol com a peneira não adianta. Nós somos um país tão miscigenado que fica difícil dividir-nos por cores. No fim, somos todos iguais. Todos seres humanos com cérebros do mesmo tamanho e, pode ter certeza, a produção de melanina em nada interfere na nossa capacidade.