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Cotas: Atestado de inferioridade 12/02/2009

Posted by admivan in artigos.
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contra-cotas-2Saiu terça-feira o resultado do vestibular da Universidade Federal de Goiás. E mais uma vez fiquei indignado com o resultado que o sistema de cotas trouxe. Ainda não consigo entender como uma medida que causa tanta exclusão continue a existir. O mais absurdo, porém, não é isso, mas ver a quantidade de pessoas que apóiam isso. É o mesmo que assinar um atestado de inferioridade.
No decorrer da minha vida, conheci vários negros inteligentíssimos que estudavam junto comigo em escolas particulares. Essas pessoas não precisam de cotas para entrar numa universidade. Em um país como o Brasil, não há diferença entre negros, brancos, amarelos, vermelhos e coloridos, somos todos iguais e temos capacidades iguais.
Li no jornal o depoimento de um representante de algum órgão defensor dos negros, ele disse que as cotas eram o mínimo que os brancos poderiam fazer para compensar anos de opressão, que os negros têm menos condições de estudo e que a faculdade é um direito de todos. Ele se esquece, porém, que a entrada em uma faculdade deveria ser justa. Quem obtiver a média, entra. Se forem todos negros ou se forem todos brancos, não importa, essas pessoas fizeram por merecer.
Não vou me impressionar se daqui a alguns tempos começarem a surgir grupos radicais de extermínio racial, como KKK ou Skinheads. Se o branco e o negro pobres sempre tiveram as mesmas condições deploráveis de ensino, por que somente o negro tem ajuda para entrar na faculdade? Outra ponto é que, o índice de evasão de estudantes cotistas é altíssimo, porque eles entram facilmente, mas não conseguem se manter. Não é nem preciso dizer o porque.
Na própria UFG, alguns cursos tiveram a pontuação de corte para negros, maior que a da universal, ou seja, os negros que entraram por cotas fizeram pontuação suficiente para passar sem cotas, ou seja, ELES NÃO PRECISAM DE COTAS. Será que isso não está claro? Negros têm tanta capacidade de entrar numa universidade quanto os brancos, eles não precisam de uma “ajudinha extra” para conseguir.
Utilizando a mesma idéia da “dívida racial”, poderíamos fazer piscinas menores para os nadadores negros, pistas de corrida com trajeto mais fácil para pilotos negros e, nos concursos de beleza, as competidoras negras começariam com mais votos que as demais, afinal, como disse aquele representante, todos têm o direito de vencer uma prova de natação, de corrida ou um concurso de beleza. Talvez só utilizando exemplos é que fica nítido o absurdo de tais afirmações.
Há inúmeras formas de se mostrar o quanto as cotas raciais geram exclusão racial e, descaradamente, duvída da capacidade dos negros de passarem em uma universidade pública, mas nem é necessário especificar todas. Qualquer pessoa com um pouco de raciocínio lógico sabe que tapar o sol com a peneira não adianta. Nós somos um país tão miscigenado que fica difícil dividir-nos por cores. No fim, somos todos iguais. Todos seres humanos com cérebros do mesmo tamanho e, pode ter certeza, a produção de melanina em nada interfere na nossa capacidade.